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Grupo de Teatro Amador
"só os mortos é que não se transformam... e esses mesmo, perdem a carne debaixo da terra." in "Céu da Minha Rua" de Romeu Correia
Esta é uma das frases da peça de teatro que o grupo coeso que se reuniu em volta desta arte (de um modo, obviamente, muito amador) mais importantes e interessantes de todo o guião. A mudança é intrínseca à condição humana e, assim, para nos tornarmos humanos íntegros e completos nunca estaremos completos e alheios ao que se passa em nosso redor. Seremos sempre uma aspiração maior do que nós próprios. |
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A história
Durante as férias do Verão de 2003, um grupo de pessoas de diversas idades, desde mais novos até menos novos, decidiram unir-se tendo por base um gosto em comum, o teatro.
Assim, no início de Agosto iniciaram-se os ensaios de uma peça intitulada "Céu da Minha Rua" de Romeu Correia que entretanto foi remetida a segundo plano dado que era muito extensa. Deste modo, o próprio grupo criou um guião de cariz cómico e mais “revisteiro” que retratava uma taberna tipicamente alentejana onde se desenrolava diversas peripécias. Esta peça foi apresentada na Festa de S. Miguel, dia 4 de Outubro, onde se notou uma grande adesão por parte do público.
A partir desta data, o grupo "A Eira" teve o privilégio de ser encenado pela Drª Verónique Bordino.
Durante a época natalícia de 2003, “A Eira” apresentou a peça “O primeiro Natal da Bruxa Carpidim” de Fernando de Paços. Esta peça foi apresentada em três ocasiões: em duas oportunidades no palco do GDCFA e uma nas instalações da AFATI.
O grupo de teatro trabalhou numa nova peça intitulada “Um forte cheiro a maçã” de Pedro Eiras durante os primeiros meses de 2004.
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Os Fulvos do Arrão
A convite do GDCFA, "A Eira" realizou teatro de rua e apresentou uma nova peça de teatro durante as Festas Populares da Freguesia.
Foi assim que surgiu... "Os Fulvos do Arrão"!
Esta peça é uma comédia satírica escrita pelo próprio grupo que retrata as associações da nossa terra.
Com encenação de Véronique Bordino e interpretação de:
-Andrea Rodrigues
-Daniela Lopes
-Joana Chambel
-Liliana Rodrigues
-Luís Salgueiro
-Marisa Salgueiro
-Nuno Canha
-Pedro Nunes
-Rute Pedro
-Sandra Poeira
Além da amável participação do Sr. Falcão, de alguns elementos do antigo Rancho Folclórico de Foros de Arrão (André Neves, Lídia Oliveira, Júlio Oliveira e Marta Pires) e do nosso grande técnico de som: Jorge Brites!!!
O desenrolar de peripécias culminou com o hino dos Foros do Arrão escrito pelo Sr. Falcão:
Desde a Tejo até ao Sor,
Desde a serra até ao mar,
Um paraíso se afoga
Em sol, em verdura e luar
Onde aves e trovadores
Dão perpétuas serenatas
Aos fulvos, astros e às flores
Foros do Arrão amado
Sejas benvindo
Quem te amar a roseiral
Terras lavradas
Rosas abrindo como
A Éden Triunfal
És o canteiro mais lindo
Deste lindo Portugal
Quando Deus fez este mundo
Dos seis dias que levou
Foram cinco em Foros do Arrão
Um resto sobra e sobrou
No céu há uma janelinha
Vê-se os Foros do Arrão por ela
Quando Deus se sente triste
Vem pôr-se a essa janela
Foros do Arrão amado
Sejas benvindo
Quem te amar a roseiral
Terras lavradas
Rosas abrindo como
A Éden Triunfal
És o canteiro mais lindo
Deste lindo Portugal.
O teatro de rua contou ainda com a participação das nossas pequenas Laura e Elisabete.
No final, uma pergunta ficou no ar a todos... Mas o que significa a palavra "Fulvos"? ;)
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